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"À volta ao mundo sem emissão de carbono".
05/01/2009

Primeiro híbrido vai completar 10 anos de operação comercial

Eletra buscou soluções em vários países que tinham um modelo de transporte alternativo.

respeito à redução de emissão de poluentes. Segundo Alves, em fevereiro a companhia iniciará as operações com etanol na solução híbrida.

Custo-benefício em manutenção -- Para a gerente, as vantagens da utilização do híbrido se estendem para além da preservação do meio ambiente. O veículo é construído sem câmbio, mas agrega frenagem pneumática e elétrica, o que possibilita um índice de manutenção 30% menor, garantiu Alves.

Esse sistema de freio, segundo a empresa, é de quatro a cinco vezes mais durável que o convencional. “Nesse caso, o controle eletrônico de aceleração não permite que o ‘estresse’ do motorista seja transferido para o veículo. Mesmo que o condutor pise fundo no acelerador, o ônibus sairá sempre na mesma velocidade. O veículo é feito para ter uma durabilidade muito maior que os outros” detalha.

Energia própria -- “A função da tecnologia é sempre gerar energia. A tração do veículo é sempre o motor elétrico”, observou a gerente ao explicar como é o funcionamento do híbrido. Segundo ela, a tecnologia une um sistema moto-gerador e a energia das baterias, que resultam em uma solução limpa.

“O híbrido é muito parecido com a tecnologia utilizada no trólebus – só que este tem sua fonte de energia em uma rede de eletricidade e o outro não”. Ela conta que, no caso da tecnologia híbrida, quando o grupo moto-gerador não fornece a força necessária para determinadas aplicações, como, por exemplo, em subidas, em condições de carga total ou com muitos passageiros, o sistema do veículo recorre à energia da bateria.

Com isso, a empresa primou pelo desenvolvimento de um sistema eletrônico inteligente, “que reabastece as baterias independentemente, por meio do moto-gerador, sem a interferência do motorista, quando o ônibus está parado”.

“Uma das principais vantagens do ônibus híbrido é que ele opera em condição de rotação estacionária, na qual não há emissão de poluentes porque não há a combustão comum da aceleração do veículo convencional a diesel. O motor está acoplado ao moto-gerador e está sempre estacionário”, diz Alvez.

Conforme declarou, a tecnologia é capaz de ser empregada em qualquer condição de transporte de passageiros ou de carga nos maiores centros urbanos, já que a única restrição seria em relação a declives muito acentuados. Mas a tecnologia atende rampas de até 12%, a porcentagem mais densa nas grandes cidades.

Fonte: Webtranspo
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